terça-feira, 5 de fevereiro de 2013


Os dez mandamentos




As leis que Deus nos deixou para sabermos se estamos seguindo a Sua vontade e desta forma estamos obedecendo-O, são os DEZ MANDAMENTOS.

Quais são os Dez mandamentos?

1°) AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS
2°) NÃO TOMAR SEU SANTO NOME EM VÃO
3°) GUARDAR DOMINGOS E FESTAS DE GUARDA
4°) HONRAR PAI E MÃE
5°) NÃO MATAR
6°) NÃO PECAR CONTRA A CASTIDADE
7°) NÃO ROUBAR
8°) NÃO LEVANTAR FALSO TESTEMUNHO
9°) NÃO DESEJAR A MULHER DO PRÓXIMO
l0°) NÃO COBIÇAR AS COISAS ALHEIAS

Vamos falar de cada um deles.

1 - Amar a Deus sobre todas as coisas.
Amar a Deus no próximo, através do nosso irmão. Temos que nos assemelharmos à Ele, e para isso nos temos que;
- Amar a todos
- A todos perdoar.
- A todos servir
- E a ninguém excluir

Santo Agostinho definia que o nosso amor por Deus é assim: "Um conflito entre dois amores: o amor de Deus impelido até o desprezo do amor de si." ou "o amor de si impelido até o desprezo do amor de Deus".

Quando fomos batizados nós nos tornamos cristãos. Isso quer dizer que nós não somos apenas amigos de Cristo, mas que estamos inseridos (fazemos parte) no seu projeto de salvação, de restauração.

Jesus Cristo veio para restaurar a vida das pessoas, da igreja. Ex: nas Bodas de Caná Ele transformou a água em vinho, deu vida ao filho da viúva de Naim, fez os cegos enxergarem, os surdos ouvirem, os coxos andarem, etc... Nós temos que a exemplo de Jesus Cristo restaurar a vida da sociedade.

E eu restauro a sociedade quando eu ajo com a consciência moral cristã, testemunho Jesus Cristo onde quer que eu esteja, quando luto contra os preconceitos racial, de cor, nível social.

"Deus só pede o nosso amor" - Leia Mt 22, 34-40

2 - Não tomar seu santo nome em vão.
- Proíbe todo uso impróprio do nome de Deus.
- Respeito - consequência do amor
- Jurar usando o nome de Deus

3 - Guardar domingos e festas de guarda
- Assistir e participar das missas - um único dia para adorar e louvar a Deus.

4 - Honrar Pai e Mãe
- Respeito aos pais
- Obediência
- Diálogo

Na primeira parte da vida nós nos perguntamos qual o sentido daquilo que a gente fez, o que a gente é. Na segunda parte da vida nos temos à sabedoria. Na primeira parte nos devemos nos orientar pelos mais velhos porque eles têm a sabedoria e a experiência.

5 - Não matar
Só Deus tem o direito de tirar a vida
- Aborto
- Eutanásia
- Suicídio
- Homicídio

6 - Não pecar contra a castidade
Integração correta da sexualidade na pessoa
- Namoro
- Se manter puro (corpo e alma)
- Relacionamento superficial dos jovens

Pensamento: Sempre que uma pessoa procura um prazer a curto prazo, vai ter um sofrimento a longo prazo.

7 - Não roubar
- Apropriar-se do que não é seu
- Roubar a paz

8 - Não levantar falso testemunho
- Matar com a língua.
- Desmoralizar
- Ter misericórdia com o próximo
Quando falar, falar com a pessoa certa, pedir a orientação do Espírito Santo.
Jesus disse: Não é o que entra pela boca que causa mal e sim o que sai da boca.

9 - Não desejar a mulher do próximo
- Respeito ao compromisso assumido pelos outros
- Matrimônio
- A importância da família

10 - Não cobiçar as coisas alheias
- Sermão da Montanha - Mt. 5, 1 - 12
"O SER tem que estar acima do TER"

Quando Jesus morreu na cruz Ele realizou a salvação. Na hora de sua morte, o sacrifício de Cristo se torna a fonte de onde brotará o perdão dos pecados portanto, para todo pecado existe perdão, apenas um único é imperdoável: é você morrer sem acreditar em Deus, é o pecado contra o Espírito Santo, é o pecado da pessoa que não aceita o amor de Deus e o seu perdão.

Existe pecado maior e menor?
O pecado maior é o pecado mortal ou grave.
O pecado menor é o pecado venial ou leve.

Para haver pecado é necessário:
1) Matéria grave
2) Consciência plena
3) Consentimento pleno

Também pecamos por omissão. . .

Deus é amor, misericórdia. Temos a certeza do amor de Deus.
PARÁBOLA DO FILHO PRÓDIGO - Lc. 15, 11 - 32

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Aliança: um pacto de amizade

Hoje o encontro retratou sobre a Aliança que Deus fez com seu povo. O povo de Deus, como todos os povos, também teve uma lei para  organizar a vida do grupo. Compreende-se os dez mandamentos à luz da Aliança, na qual Deus se revela, fazendo conhecer a sua vontade. Ao observar os mandamentos, o povo exprime a própria pertença a Deus e responde com gratidão àiniciativa de amor dele.
Deus fez um pacto de amizade, uma aliança com seu povo e, no Monte Sinai entregou a Moisés, que era líder do povo, as tábuas contendo os mandamentos. Essa Lei indica o caminho seguro e feliz para viver bem e em paz com Deus, com o próximo, com a natureza e consigo mesmo. 
Ao apresentar os mandamentos, traça, para cada um de nós, e particular, o caminho de uma livre da escravidão do pecado. Os mandamentos não podem ser compreendidos apenas como proibição, mas sim como projeto de vida saudável e frutuosa. Os três primeiros falam do nosso encontro, da nossa relação com Deus
 Vivenciar os mandamentos hoje significa seguir a própria orientação que Jesus deu quando lhe perguntaram sobre o maior mandamento "Amar a Deus sobre todas as coisas e ao proximo como a ti mesmo."
Se nos amamos de fato, não queremos fazer nada que nos prejudique. Se amamos o próximo como a nós mesmos, jamais lhe faremos algo que nos magoe, o machuque ou humilhe. Sendo assim, façamos um exame de consciência para percebemos quais mandamentos não estamos praticando com eficácia. E quais os que não estão sendo vivenciados na sociedade.
 


domingo, 27 de janeiro de 2013

Olá galerinha da Primeira Eucaristia aqui quem vos fala é a sua catequsta Aninha... já voltamos aos nossos trabalhos na catequese no dia 20 de janeiro onde no encontro foi feito uma breve revisão de tudo o que já conversamos sobre o Antigo Testamento, tirei algumas dúvidas e passei algumas novidades que são:
  • Todos os últimos sábados a catequese deverá participar de uma missa que se realiza no Cemitério do Carmo as 15 horas... 
  • E no dia 23/02 será nosso primeiro passeio do ano, faremos uma visita monitorada a Catedral Metropolitana da Sé, neste dia devido ao passeio não participaremos na missa no Cemitério do Carmo, mas sim lá na Catedral...
Então fiquem atentos aos recados e um bom inicio de ano a todos...

sábado, 1 de dezembro de 2012

São Francisco Xavier

 
A Igreja sempre se apoiou nos missionários para sua expansão no decorrer dos séculos. Primeiro foram os apóstolos que se espalharam pelo mundo após a ressurreição de Jesus. Durante o período do descobrimento, entre os séculos XV e XVI, o cristianismo encontrou nos missionários da Companhia de Jesus, os jesuítas, a forma de iniciar a evangelização nas Américas e no Oriente: Índia, Japão e China. Francisco Xavier, considerado o maior dos missionários jesuítas, foi o fundador dessas missões no Oriente. Nasceu no reino de Navarra, Espanha, em 7 de abril de 1506. Era filho de uma família nobre, que havia projetado para ele um futuro de glória e riqueza no mundo, matriculando-o, com dezoito anos, na Universidade de Paris. Mas não foi no campo terreno que ele se sobressaiu e sim no espiritual. Francisco formou-se em filosofia e lecionava na mesma universidade, onde conheceu um aluno bem mais velho e de idéias objetivas e tudo mudou. Tratava-se do futuro santo Inácio de Loyola, fundador dos jesuítas. Loyola sonhava formar uma companhia de apóstolos para a defesa e propagação do cristianismo no mundo. Viu em Francisco alguém capaz de ajudá-lo na empreitada e tentou conquistá-lo para a causa. Tarefa que se revelou nada fácil, por causa do orgulho e da ambição que Xavier tinha, projetadas em si por sua família. Loyola, enfim, convenceu-o com uma frase que lhe tocou a alma: "De que vale a um homem ganhar o mundo inteiro se perder sua alma?" (Mc 8, 36). Francisco tomou-a como lema e nunca mais a abandonou, nem ao seu autor, Jesus Cristo. Os papéis se inverteram e Inácio passou a ser mestre de seu professor, ensinando-lhe o difícil caminho da humildade e dos exercícios espirituais. Francisco, por fim, se retirou por quarenta dias na solidão, preparando-se para receber a ordenação sacerdotal. Celebrou sua primeira missa com trinta e um anos e se tornou co-fundador da Companhia de Jesus. Passou, então, a cuidar dos doentes leprosos, doença de então, segregados pela sociedade. Com outros companheiros, fixou-se, em 1537, em Veneza, onde recolhia das ruas e tratava aqueles a quem ninguém tinha coragem de recolher. Foi então que D. João III, rei de Portugal, pediu a Inácio de Loyola para organizar um grupo de sacerdotes que acompanhassem as expedições ao Oriente e depois evangelizassem as Índias. O grupo estava pronto e treinado quando um dos missionários adoeceu e Francisco Xavier decidiu tomar o seu lugar. O navio, com novecentos passageiros, entre eles Francisco Xavier, partiu de Lisboa com destino às Índias. Foi o início de uma viagem perigosíssima e cheia de transtornos, que demorou praticamente um ano. Durante todo esse tempo, Francisco trabalhou em todos os serviços mais humildes do navio. Era auxiliar de cozinha, faxineiro e enfermeiro. Finalmente, chegaram ao porto de Goa. Desde então, Francisco Xavier realizou uma das missões mais árduas da Igreja Católica. Ia de aldeia em aldeia, evangelizava os nativos, batizava as crianças e os adultos. Reunia as aldeias em grupos, fundava comunidades eclesiais e deixava outro sacerdote para tocar a obra, enquanto investia em novas frentes apostólicas noutra região. Acabou saindo das Índias para pregar no Japão, além de ter feito algumas incursões clandestinas na China. Numa delas, na ilha de Sacian, adoeceu e uma febre persistente o debilitou, levando-o à morte, em 3 de dezembro de 1552, com apenas quarenta e seis anos de idade. A Igreja o beatificou em 1619, canonizando-o em 1622. Celebrado no dia de sua morte, como exemplo do missionário moderno, são Francisco Xavier foi, com toda justiça, proclamado pela Igreja patrono das missões, e pelo trabalho tão significativo recebeu o apelido de "são Paulo do Oriente".


domingo, 4 de novembro de 2012

O sacramento da Ordem
Olá galerinha....
Os assuntos dessa semana foram  o sacramento da Ordem Sacerdotal, o Dia de Todos os Santos e a Páscoa... Vamos nos aprofundar mais na história nossa Igreja?
A Ordem é o sacramento que transforma o leigo em diácono, o diácono em sacerdote e o sacerdote em bispo. É o sacramento graças ao qual a missão confiada por Cristo a seus Apóstolos continua sendo exercida na Igreja até o fim dos tempos; é o sacramento do ministério apostólico. Possui três graus: o diaconato (para diáconos) o presbiterado (para padres) e o episcopado (para bispos).
O sacramento da Ordem insere a pessoa num determinado grupo de cristãos que exercem uma função específica em relação à do cristão leigo, graças à imposição das mãos do bispo e da oração consecratória.
Toda a Igreja é um povo sacerdotal, pois graças ao Batismo, todos os fiéis participam do sacerdócio de Cristo. O "sacerdócio comum dos fiéis" deve ser exercido por todos os cristãos.
O ministério conferido pelo sacramento da Ordem consiste num outro tipo de participação na missão de Cristo, ou seja, no serviço em nome e na pessoa de Cristo no meio da comunidade. Além disso, o sacerdócio ministerial confere um poder sagrado para esse serviço dos fiéis. Esse serviço consiste no ensino, no culto divino e no governo pastoral.
No serviço eclesial do ministro ordenado, é o próprio Cristo que está presente à sua Igreja enquanto Cabeça de seu Corpo, Pastor de seu rebanho, Sumo Sacerdote do sacrifício redentor, Mestre da Verdade. A Igreja expressa isso dizendo que o sacerdote, em virtude do sacramento da Ordem, age "In persona Christi Capitis", ou seja, na pessoa de Cristo-Cabeça.
O bispo é o único que pode tornar o leigo um diácono, sacerdote ou outro bispo. Para que isso aconteça e seja válido, o bispo ordenante deve ter sido validamente ordenado, isto é, que esteja na linha da sucessão apostólica, e em comunhão com a Igreja toda, principalmente com o Sumo Pontífice (o Papa).
Os padres somente podem exercer seu ministério na dependência do bispo e em comunhão com ele. Já para a legítima ordenação de um Bispo, é hoje exigida uma especial intervenção do Bispo de Roma (o Papa), por causa de sua qualidade de vínculo visível supremo da comunhão das Igrejas particulares (as dioceses) na única Igreja e garantia da sua liberdade.
A ordenação de mulheres não é possível porque o Senhor Jesus escolheu homens para formar o colégio dos doze Apóstolos, e os apóstolos fizeram o mesmo quando escolheram os colaboradores que seriam seus sucessores na missão. O colégio dos bispos, ao qual os presbíteros estão unidos no sacerdócio, torna presente e atualiza, até o retorno de Cristo, o colégio dos doze. A Igreja se reconhece ligada a essa escolha do próprio Senhor.
O sacramento da Ordem é concedido uma vez por todas, ou seja, não pode ser repetido, pois confere um caráter espiritual indelével, ou seja, para sempre. Assim, um padre que deixe o ministério para casar-se, por exemplo, continua sendo padre. Se ficar viúvo e quiser voltar a exercer o ministério, não precisa ser ordenado novamente, bastando seguir as orientações da Igreja a esse respeito.
Por falar nisso, é bom lembrar que na Igreja de rito latino somente o diácono pode ser casado; o bispo e o padre devem ser solteiros ou, em alguns casos, viúvos. Entretanto, se o diácono permanente casado ficar viúvo, não poderá mais se casar.



Dia de todos os Santos

Hoje, a Igreja não celebra a santidade de um cristão que se encontra no Céu, mas sim, de todos. Isto, para mostrar concretamente, a vocação universal de todos para a felicidade eterna.
"Todos os fiéis cristãos, de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade. Todos são chamados à santidade: 'Deveis ser perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito' "(Mt 5,48) (CIC 2013).
Sendo assim, nós passamos a compreender o início do sermão do Abade São Bernardo: "Para que louvar os santos, para que glorificá-los? Para que, enfim, esta solenidade? Que lhes importam as honras terrenas? A eles que, segundo a promessa do Filho, o Pai celeste glorifica? Os santos não precisam de nossas homenagens. Não há dúvida alguma, se veneramos os santos, o interesse é nosso, não deles".
Sabemos que desde os primeiros séculos os cristãos praticam o culto dos santos, a começar pelos mártires, por isto hoje vivemos esta Tradição, na qual nossa Mãe Igreja convida-nos a contemplarmos os nossos "heróis" da fé, esperança e caridade. Na verdade é um convite a olharmos para o Alto, pois neste mundo escurecido pelo pecado, brilham no Céu com a luz do triunfo e esperança daqueles que viveram e morreram em Cristo, por Cristo e com Cristo, formando uma "constelação", já que São João viu: "Era uma imensa multidão, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas" (Ap 7,9).
Todos estes combatentes de Deus, merecem nossa imitação, pois foram adolescentes, jovens, homens casados, mães de família, operários, empregados, patrões, sacerdotes, pobres mendigos, profissionais, militares ou religiosos que se tornaram um sinal do que o Espírito Santo pode fazer num ser humano que se decide a viver o Evangelho que atua na Igreja e na sociedade. Portanto, a vida destes acabaram virando proposta para nós, uma vez que passaram fome, apelos carnais, perseguições, alegrias, situações de pecado, profundos arrependimentos, sede, doenças, sofrimentos por calúnia, ódio, falta de amor e injustiças; tudo isto, e mais o que constituem o cotidiano dos seguidores de Cristo que enfrentam os embates da vida sem perderem o entusiasmo pela Pátria definitiva, pois "não sois mais estrangeiros, nem migrantes; sois concidadãos dos santos, sois da Família de Deus" (Ef 2,19).
Neste dia a Mãe Igreja faz este apelo a todos nós, seus filhos: "O apelo à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade se dirige a todos os fiéis cristãos." "A perfeição cristã só tem um limite: ser ilimitada" (CIC 2028).
Todos os santos de Deus, rogai por nós!



A Páscoa Judaica e Páscoa Cristã: diferenças e semelhanças

Pessach (do hebraico  פסח, ou seja, passagem) é o nome do sacríficio executado em 14 de Nissan segundo o calendário judeu e que precede a Festa dos Pães Ázimos . O nome Pessach é associado a esta festa, que celebra e recorda a libertação do povo de Israel  do Egito, conforme se encontra  narrado no livro do Êxodo. Corresponde ao que, no Ocidente, chamamos  Páscoa judaica.  O Cristianismo, que nasce no seio da sinagoga judaica, chamou de Páscoa sua maior festa: a que celebra a ressurreição de Jesus Cristo, reconhecido e confessado como Messias e Filho de Deus, do poder da morte para a vida que não termina. A Páscoa judaica e a Páscoa cristã têm muitas diferenças, mas também muitos pontos em comum.
De acordo com a tradição judaica, a primeira celebração de Pessach ocorreu há 3500 anos, quando de acordo com a Torah – a Lei de Deus – o Senhor enviou dez pragas sobre o povo do Egito. Antes da décima praga, - que seria a morte dos primogênitos das famílias egípcias -  Moisés  foi instruído pelo mesmo Deus a pedir que cada família hebréia sacrificasse um cordeiro e molhasse os umbrais (mezuzót) das portas, para que seus primogênitos não fossem exterminados.
Chegada a noite, os hebreus comeram a carne de um cordeiro sem mancha, acompanhada de pães ázimos e ervas amargas. Depois,  um anjo enviado por Deus feriu de morte todos os primogênitos egípcios, desde os primogênitos dos animais até mesmo os primogênitos da casa do Faraó. Então este, temendo ainda mais a Ira Divina, aceitou libertar o povo de Israel para adoração no deserto, o que levou o povo ao Êxodo que o levou à liberdade e a sua constituição como povo.Como memória  desta libertação, e do castigo de Deus sobre o Faraó foi instituído para todas as gerações de judeus a obrigação de celebrar a festa de Pessach para rememorar o que Deus fez em seu favor.
Pessach portanto significa a passagem, porém a passagem do Senhor através de seu mensageiro, o anjo .  Posteriormente foi agregado a esta concepção a passagem dos hebreus pelo Mar Vermelho que confirmou sua libertação.  Até hoje os judeus celebram  esta festa que  evoca os preciosos símbolos que a história da libertação do Egito traz à memória e à história: liberdade, justiça, reinício do ciclo da vida.
 A festa cristã da Páscoa tem origem na festa judaica, mas possui um significado diferente. Enquanto para o Judaísmo, Pessach representa a libertação do povo de Israel do Egito, no Cristianismo a Páscoa é a festa maior que celebra a morte e ressurreição de Jesus Cristo, assimilando também diversos elementos alegóricos de morte e renascimento representados pela transição do inverno-primavera que ocorre neste período no hemisfério norte; ou pelo ovo símbolo da vida, ou pelo coelho, símbolo da fecundidade e abundancia de vida.
 Nada haveria acontecido e nada haveria a celebrar se não fosse essa passagem do Senhor, ao mesmo tempo assustadora e alumbradora na vida do povo de Israel e na carne torturada e assassinada de Jesus de Nazaré.  Foi por esta apertada e apressada passagem que o povo eleito conheceu a liberdade e também conheceu mais ao seu Deus. No duro aprendizado do deserto, este mesmo povo aprenderá que não há que ter saudades da falsa abundancia da escravidão, com panelas cheias de cebola e carne.  Pelo contrário, há que alimentar-se do escasso maná, dado por Deus segundo a necessidade de cada dia enquanto se caminha rumo à verdadeira liberdade e plenitude. Os primeiros cristãos viram no mistério pascal de Jesus Cristo novo Exodo e nova Páscoa.  Na pessoa do Nazareno inocente e condenado pelos poderes deste mundo enxergaram a salvação, a passagem do Senhor que enfim manifestava o seu Dia.  Era cumprido o Tempo e a salvação enfim se fazia presente sobre a história.  O Senhor voltaria novamente em plena glória e enquanto tal havia que esperá-lo vivendo o amor até as últimas consequencias.
 No entanto, com o passar do tempo, a comunidade cristã foi compreendendo que essa revelação ainda tinha muito a ensinar.  Com a Ressurreição do Crucificado, Deus seu Pai dissera sua última palavra sobre aquela vida feita só de amor e humilde serviço.  A morte não tinha mais poder sobre ele.  E a partir dele, não teria mais poder sobre nenhum homem e mulher vindos a este mundo.  Porém, a Paixão ainda não terminara no seio da história.  Enquanto a criação inteira se contraía com a dolorosa expectativa da mulher que vai dar à luz e em meio a suas dores pre-sente a esplendorosa alegria do alumbramento do parto, continuava a haver sofrimento no mundo.  Lutas de poder no interior da comunidade, perseguições de toda sorte por parte das mais diversas instâncias.  A luz trazida pela passagem de Jesus da morte para a vida pelo poder de Deus brilhava através e apesar das trevas que ainda continuavam com paciência termital seu trabalho predatório sobre a vida e a humanidade.
Por isso o grande Paulo de Tarso ensinará às comunidades que é preciso vigiar.  O Ressuscitado ainda está crucificado toda vez que a vida é machucada e a injustiça parece ganhar terreno.  A vitória já está alcançada mas ainda não se manifestou em plenitude.  E enquanto isso é preciso ter os rins cingidos, as sandálias aos pés e o cajado à mão. E deixar-se possuir pela urgência e pela pressa.
 Urgência de fazer avançar o Reino de Deus através do conflito e da dor.  Pressa de fazer acontecer o amor sobretudo ali onde o desamor parece haver conseguido seu maior avanço: na pobreza, na injustiça, na violência, na exclusão.  Mas em meio à pressa e à urgência, coração alegre e esperançado.  Pois o Senhor passou e passa.  Passou em meio ao povo cativo levando-o do cativeiro à libertação. Passou no corpo e na vida de Jesus de Nazaré suscitando-o da morte à vida.  Passa e passará em nossas vidas levando-nos da noite escura da injustiça, da violência e do vazio à alegria luminosa que vem do amor feito serviço e lava pés aos irmãos oprimidos no rosto de quem brilha o rosto do Ressuscitado.  Por isso a celebração da Páscoa, entre judeus ou cristãos, é a festa da vida e da alegria, mas também da urgência.  Urgência de viver no respeito e não apenas na tolerância às diferenças que marcam as diversas identidades.  Indignação e prática amorosa diante das enormes desigualdades que aprisionam e desumanizam sociedades inteiras. 
Ungidos pela pressa de construir o Reino e cientes que não seremos livres enquanto outros permanecerem escravos de corpo ou de alma, cantemos Aleluia! É nosso dever e nossa salvação, pois Deus passou e libertou seu povo; passou e ressuscitou seu Cristo dentre os mortos e nada mais poderá separar-nos de seu amor.